sábado, 16 de junho de 2007

Escravos do Bocão

Existem várias características do sexo feminino que fazem os homens e as próprias mulheres terem certeza de que as mulheres são mulheres mesmo. Podemos enumerar alguns deles como: mau humor de manhã, mau humor na TPM, sensibilidade aguçada ou então mania de achar que os homens têm bola de cristal (só Deus sabe o quanto foi difícil admitir isso). São várias as características, mas no meu post eu vou falar é da prisão de ventre.
São dois os tipos de mulheres. As normais, que sofrem dessa maldição e o 1% deficiente, que não tem nem sopro desse problema. Por mais difícil que seja de acreditar, um dia eu já fiz parte desse 1%, mas sabe-se lá o que aconteceu e logo eu passei pro outro time. Já me disseram que pode ser alteração hormonal, mas será que hormônios têm alguma coisa a ver com isso mesmo? Me falaram também que pode ser a minha alimentação, mas eu acho quase impossível, já que a minha alimentação é a mesma há pelo menos 15 anos.
No Ano Novo, eu passei pelo menos 4 dias sem visitar o bocão. Os dias foram passando, a agonia e o inchaço aumentando, até que a minha tia teve a idéia de me dar uns comprimidinhos de 46 que ela sempre leva com ela (é um pouco óbvio imaginar o porquê) pra que eu pudesse receber o chamado da natureza também. Eu tomei dois dos danadinhos e em poucas horas a minha alma estava se desprendendo do corpo. Juro que a vi sair. Os pêlos do meu braço estavam quase tocando o teto e a partir dali, a minha digestão passou a ser mais rápida que a velocidade da luz. Nunca vi o meu tio Mauricio rir tanto na vida. Nunca mais quero ver aqueles comprimidos na minha frente.
O ruim da prisão de ventre, é que a safada guarda toda a "energia acumulada" para ser liberada na hora errada. Festas de casamento, formatura, uma manhã na praia ou no meio de uma prova, são os momentos em que as "cartas de Boston" resolvem chegar. O que se pode fazer? Se não for nessas horas, não vai ser em hora nenhuma. Por isso não se pode desperdiçar nem os péssimos momentos e lugares. É melhor que seja pra fora do que pra dentro, já dizia o Shrek.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Seu Merda

Homenagem carinhosa feita por mim e meu tio Mauricio ao meu tio Carlos

domingo, 27 de maio de 2007

O danado do frio

Nós os cariocas estamos passando por um clima que está quase em extinção aqui nesse país tropical. Mesmo sendo quase raro, eu não gosto do frio, não espero por ele e quero que ele vá para bem longe... e logo! Em pelo menos dois sites que já tive, eu reclamei do frio e nem assim o estoque de reclamações acaba.
Eu não consigo entender como tem gente que ainda gosta desse tempo. Como uma pessoa pode gostar de frio mesmo tendo que acordar cedo, dormir tarde, sair de casa e estudar ou trabalhar tremendo? Sinceramente, eu não sei como eu consigo sobreviver a temperaturas tão baixas, sendo tão sensível a esse climinha sem-vergonha como eu sou. É... eu não poderia ser européia mesmo.
No frio nós ficamos resfriados, temos que desenterrar aquele hotel para bactérias que estava guardado a anos, tomamos menos banhos (a não ser quem gosta de sofrer) e os lábios correm o risco de racharem, além do fato de que tudo dói: joelhos, ombros, tornozelos e punhos. E mesmo assim, tem gente que ainda gosta dessa porcaria.
E por incrível que pareça, pode-se encontrar pessoas semi-nuas andando na rua. Hoje mesmo, voltando para casa, eu vi uma criatura de microshort e top no ponto do ônibus. Será que elas não sentem frio? Quisera eu ter essa imunidade. Outro dia eu estava pensando se quando as 'musas do funk' compram 'roupas', elas lembram que aqui faz frio de vez enquando. Às vezes tenho quase certeza de que não...
Existem pessoas que utilizam diversos subterfúgios para espantar essa sensação. Um deles, é 'beber para esquentar', como dizem. No meu caso, isso está fora de cogitação. A minha vontade de me livrar desse clima safado ia ser tão grande, que eu ia terminar a noite dormindo no meio-fio, de tão bêbada.
Acho que a única coisa pior do que se vestir cheia de camadas igual a uma cebola e ver que as suas mãos não esquentam, é ouvir o chamado da natureza no meio do banho... e no frio.
Àquelas pessoas que gostam desse clima e de andar peladas nele, as minhas mais sinceras desculpas, mas eu tive que reclamar...

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Tratamento revolucionário para cabelos



Periodicamente, eu levo as minhas madeixas a um salão nada natural. É certo que se não fosse por ele, eu dormiria e acordaria como o Bart Simpson. Acontece, que toda essa dependência vem, aos poucos, me irritando.

Isso fez com que a minha mente muitíssimo criativa e doentia pensasse em uma solução para o meu problema e o de muitas mulheres, porque ninguém merece aturar um salão lotado, com a negritude saindo pelo ladrão.

Eu queria algo que pudesse me desligar por um bom tempo da Freguesia. Então uma idéia me veio à cabeça: "por que não, eu mesma fazer o meu próprio creme?". Depois eu pensei bem e percebi que poderia correr o risco de ficar careca. Melhor não... Além disso, eu ia parar de ir ao salão, mas ia arrumar mais um trabalho pra fazer. Eu quero alguma coisa que eu precise fazer uma vez só e nunca mais.

No auge do meu devaneio, até em chip eu pensei. Por que não? Tudo no futuro vai depender de chip mesmo... Já pensou? Um chip é instalado no couro cabeludo, mandando mensagens pro cérebro e aí o seu cabelo fica do jeito que pensar. "Hoje eu quero o meu cabelo igual ao da Ana Paula Arósio"... e pimba! "Hoje eu quero o meu cabelo totalmente liso igual ao da Lucy Liu"... e pimba! "Hoje eu quero o meu cabelo igual ao da Benedita da Silva"... e... aí eu rezo pra acordar...

É... talvez esse projeto seja caro demais pro bolso do meu pai... Tem alguém aí que queira me patrocinar??

sábado, 5 de maio de 2007

Pérolas:

Durante alguns dias eu tenho escutado e anotado algumas pérolas. Aí vão:
~> "O gás tinha que acabar logo agora que eu tô usando?"
Alguém já parou pra pensar que o gás só acaba se nós usarmos?

~> "Depois que você dorme, quando você acorda já é dia seguinte."
JESUSI! Essa fui eu que falei sem pensar... nem merece comentários.

~> "Hoje eu estou feia, por isso não quero andar na Dias da Cruz sozinha."
O.o ... vai tentar entender...

~> "Que seja bom enquanto dure... melhor ainda enquanto duro."
Hahaha... Daniel Costa é incomparável! Ouçam Segundas Intenções na Mix...

~> "Deus fez a mulher da costela, porque se fizesse do filé, só os ricos comeriam..."

E ainda tem as pérolas que eu ouvi no show do Evanescence:
~>"Abram espaço para uma mocinha grávida e virgem..."
"Alguém fala pra esse cara que as mulheres também podem engravidar pelas coxas?"
o.O!?! Essa merece menos comentários do que a minha pérola lá em cima...

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Superstição

su.pers.ti.ção sf 1. Sentimento de veneração religiosa que se funda no temor ou na ignorância e que leva ao cumprimento de falsos deveres , a quimeras, ou a confiança em coisas fantásticas e ineficazes; 2. presságio infundado; crendice, credulidade.

Dia desses, me livrei de uma superstição e isso me fez pensar no quanto estamos vulneráveis às superstições.
Há alguns meses, me disseram que se eu usasse anéis nos polegares eu estaria afastando amores. Imediatamente eu tirei o anel e coloquei no bolso da calça. E mais: avisei a todas as pessoas conhecidas que também usavam sobre o perigo iminente que elas corriam de ficar sozinhas. É... demorou bastante até eu perceber que não tinha feito nenhuma diferença e que eu sentia falta do meu anelzinho.
Logo me vieram à mente outras crenças que, pensando bem, acabam sendo um atraso às vezes. Por exemplo:

~> Se cortarmos as unhas durante a noite, nossa mãe pode acabar morrendo.
Já pensou? Você tem aquela festa amanhã e passou o dia todo ocupada. Aí, você chega em casa de noite, faz limpeza de pele e massagem no cabelo mas se recusa a fazer as unhas porque pode acabar matando a mãe. No dia seguinte você acorda atrasada, faz as unhas da mão correndo, um penteado show de bola e uma maquiagem sensacional, mas sai com as unhas do pé parecidas com as de um macaco prego. Sua mãe pode morrer mesmo... de vergonha.

~> Se virarmos os sapatos para baixo e andarmos de costas a nossa mãe também pode morrer.
Você acabou de ter a pior briga do século com a sua mãe e está morrendo de raiva dela. Para se vingar, vira para baixo todos os sapatos da casa e começa a andar de costas. De repente, durante o seu "ritual macabro", você tropeça em um dos calçados e cai toda torta no chão. Nesse caso sua mãe vai morrer é de rir.

~> Bater na madeira "isola" coisas ruins.
Isola aonde? Na própria madeira? Se esse é o caso, então você vai ter que sair jogando todas as portas e mesas da casa fora. Afinal, quem vai querer ficar com um isolante de azar em casa? Além do mais, o que você acha que está evitando ao bater em madeira? E o que você acha que vai acontecer se não bater? Bem, no mínimo evitar alguns machucados na mão você vai...

~> Se varrerem o seu pé você pode não casar (esse é clássico).
Iiiii varreram o seu pé?? Cuidado hein! Você pode ficar pra titia. Agora, se não varreram, sinto muito, mas você VAI ficar pra titia. Está encalhada mesmo. Vai aceitando...

~> Se no seu aniversário chover, isso quer dizer que você é uma pessoa malcriada.
Em 16 anos, eu não tive UM aniversário em que não tenha chovido e , modéstia à parte, minha mãe fez um trabalho excelente =P.
Em quase todas as festas ela obedeceu a uma outra superstição (algo como um contra-feitiço) para não chover. Ela comia uvas pulando sobre uma cadeira. A chuva continuava e ela ficava lá. Pulando e comendo uvas...

~> Jogar arroz na porta da rua quando alguém muito chato (que você não quer que volte) vai embora, afasta a pessoa.
Bem, o máximo que pode acontecer é arroz pegar nas costas da pessoa, ela perceber o que você está fazendo e você pagar um mico dantesco.
Essas "simpatias" mostram como essas besteirinhas do dia-a-dia dominam a gente...

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Um pouco de Física

Na semana passada eu fui para a casa do meu irmão ajudar a preparar a festa do meu afilhado. Lá, percebi que o chuveiro ainda tem aquela cortina de plástico que quase não se vê mais. Tomando banho, me veio um pensamento à cabeça: "Por quê o plástico gruda na gente na hora em que entramos no box?". Eu tive que perguntar para o professor Alexandre (por sinal muito charmoso) na Terça. Ele me deu uma explicação brilhante: ao entrarmos no box, deslocamos uma massa de ar equivalente à nossa. Com isso, fazemos com que a pressão do lado de fora da cortina seja maior do que a de dentro, o que provoca a aproximação dela com o nosso corpo. O fato de o plástico grudar se deve à humidade da pele.
Achei a resposta muito interessante, apesar de ainda acreditar na eletricidade estática e na atração de corpos mencionada no post anterior. Isso me levou a outro pensamento: "Será que se esse processo for ao contrário nós levantaremos vôo dentro do banheiro?". Pelo menos ia ser interessante...